5 estratégias para definir preços na Black Friday 2020

5 estratégias para definir preços na Black Friday 2020

A Black Friday 2020 está a chegar e, em plena pandemia, as estimativas apontam para um ano de records em e-commerce. Para definir preços existem 5 estratégias fundamentais que todas as lojas online podem seguir.

  • A Black Friday é um dos eventos mais esperados pelos consumidores ao longo do ano com 60% das pessoas a referir que se preparam para o evento, com um orçamento médio de 281 € [1];
  • Existem 5 estratégias chave para os e-sellers que procuram definir os preços da Black Friday 2020;
  • O Pricebench suporta a implementação de uma estratégia de preço que leva a vendas rentáveis.

Com um volume de negócios total de $ 7.4 B num único fim-de-semana de 2019, a Black Friday atravessou fronteiras e é hoje um acontecimento internacional. [1] Os estudos recentes indicam que 87% dos consumidores reconhecem a sua existência e que 60% das pessoas adiam ou antecipam as compras para coincidir com estas datas. [2]

O impacto para os comerciantes que participam é significativo. Em média, as lojas que fazem parte do evento registam um aumento de 60% nas vendas durante este período em comparação com um fim de semana normal. [2]

Como definir preços para a Black Friday 2020?

Atingir estes resultados exige preparação. Estas são as atividades mais importantes para se preparar para a Black Friday 2020.

1. Acompanhe a concorrência

  • Complexidade de implementação: Baixo
  • Impacto nos resultados: Elevado
  • Tipo de e-commerce: Todos

Parte da preparação para a Black Friday passa por assumir que não é possível estar 100% preparado, e por definir formas de acompanhar e reagir ao que acontece durante o fim-de-semana.

Por muito que tente antecipar todas as decisões, vão existir sempre surpresas, promoções e atividades que não foram previstas e é necessário estabelecer atempadamente formas de as detetar e de responder.

Por isso, como forma de preparação para a Black Friday 2020 deve:

  • Identificar os principais concorrentes que vai acompanhar
  • Subscrever a mailing list da concorrência
  • Criar Google Alerts para identificar os sites que estão a fazer referência às páginas dos concorrentes
  • Acompanhar as redes sociais da concorrência
  • Analisar os preços praticados pelos concorrentes em tempo real, de forma simples e automática, com recurso ao Pricebench

2. Crie promoções direcionadas

  • Complexidade de implementação: Médio
  • Impacto nos resultados: Elevado
  • Tipo de e-commerce: Todos mas principalmente em lojas online com gamas muito abrangentes

O consumidor médio aloca um orçamento de 281 euros à Black Friday e espera encontrar um desconto entre 25 e 50%. [2]

QUAL A PROFUNDIDADE DE DESCONTO QUE ESPERA ENCONTRAR NA BLACK FRIDAY 2020? [EM % DAS RESPOSTAS]

A profundidade de desconto que é realmente necessária para despoletar uma compra é muitas vezes sobrestimada – para quase 40% dos consumidores, um desconto de 25% é suficiente para gerar uma venda. [3]

O desafio é gerar vendas rentáveis e na Black Friday 2020 é importante criar promoções direcionadas e evitar descontos transversais a todas as categorias e perfis de cliente que acabam por erodir a margem.

Para atuar nesta vertente considere:

  • Criar perfis de clientes com base nos dados históricos de consumo. Aproveitar os dados de vendas para definir segmentos específicos com maior probabilidade de responder às promoções da Black Friday;
  • Privilegiar promoções em artigos chave (Key Value Items ou KVI) que serão muito notados pelos clientes;
  • Alocar descontos em função do comportamento do consumidor (por exemplo, ao abandonar o carrinho ou ao subscrever a newsletter).

3. Promova oportunidades de venda cruzada e upselling

  • Complexidade de implementação: Médio
  • Impacto nos resultados: Elevado
  • Tipo de e-commerce: Artigos de valor elevado com muitas possibilidades de acessórios ou artigos complementares

Quem procura um casaco pode ser tentado a comprar um cachecol, se a marca souber aproveitar esta oportunidade de venda cruzada (cross selling). Mas como selecionar os produtos a colocar em promoção e a que preço?

  1. Identificar os artigos chave aos quais aplicar um desconto de maior profundidade (por exemplo, um casaco de inverno com um preço competitivo). Recorra ao Pricebench para saber os preços da concorrência para estes artigos e selecionar o PVP.
  2. Selecionar produtos complementares a esses artigos (ex.: casaco > cachecol), com um valor que compense a promoção no artigo principal
  3. Definir o local para os posicionar na loja online (ex.: “produtos relacionados”) e cativar o utilizador para explorar essa área, tanto visualmente como através de descontos adicionais na compra dos produtos em conjunto (os chamados descontos em “bundle”, por exemplo 2 por 1).

Outra alternativa a explorar é a de upselling, em que sugere ao cliente produtos de valor superior ao que está a ver nesse momento. Para isso, deve seguir o mesmo processo, mas colocar nos “Produtos Relacionados” artigos substitutos, de valor superior, para apresentar alternativas relevantes ao consumidor.

4. Ajustar o preço ao stock disponível

  • Complexidade de implementação: Reduzida
  • Impacto nos resultados: Médio
  • Tipo de e-commerce: Especialmente para lojas online com stocks elevados ou produtos perecíveis

Para muitas lojas online, a Black Friday 2020 é uma oportunidade de escoar stock. Nesse caso, o preço dos artigos pode depender da quantidade disponível e da antiguidade. Em produtos perecíveis, a proximidade da data de validade é outro fator a ter em conta.

Para as lojas online nesta situação, estes são os passos mais importantes:

  1. Garantir exatidão dos dados de stocks – para implementar esta estratégia para a Black Friday 2020 é necessário ter confiança nos dados de stock. A alternativa será fazer um inventário prévio.
  2. Selecionar os artigos a colocar em promoção o mais cedo possível. Durante a Black Friday, os fornecedores operam acima da capacidade e para prevenir ruturas é conveniente colocar as encomendas com várias semanas de antecedência.
  3. Selecionar o preço Black Friday 2020. O Pricebench é a ferramenta certa para selecionar os preços para os artigos a escoar porque consegue identificar o PVP em artigos comparáveis na concorrência. Assim garante um preço competitivo com os principais concorrentes em artigos com as mesmas características.
  4. Preparar a campanha de comunicação. É importante ser claro na comunicação deste tipo de promoção: indicar o ano de lançamento, o estado do produto (se não for novo), a data de validade e restantes informações para garantir que o consumidor faz a escolha certa.

5. Alinhe o preço com a política de devoluções e entregas

  • Complexidade de implementação: Médio
  • Impacto nos resultados: Médio
  • Tipo de e-commerce: Especialmente importante quando o valor de envios é elevado ou em compras por impulso

As entregas gratuitas são o principal incentivo às compras online para 9 em cada 10 clientes [3]. Na Black Friday, muitos retalhistas oferecem entregas gratuitas, pelo menos a partir de um certo valor. Se optar por esta abordagem, esta decisão deve estar refletida no preço praticado e ser claramente comunicada, principalmente quando a política de envios gratuitos na Black Friday 2020 é distinta da que se pratica no resto do ano.

O mesmo se aplica à política de devoluções. Cada vez mais consumidores procuram informações sobre devoluções antes de comprar. [4]

Passo-a-passo para implementar:

  1. Defina a sua política de envios gratuitos e de devoluções – é aplicável a todos os artigos ou apenas a alguns? Abrange apenas compras acima de um certo valor ou até uma distância limitada?
  2. Comunique claramente na loja online e na página do artigo – especialmente quando é diferente da política standard da loja, é importante destacar que as condições se aplicam durante a duração da campanha.
  3. Ajuste o PVP em função da política selecionada, com o Pricebench, saiba qual é o valor que a concorrência pratica para produtos semelhantes e selecione um preço competitivo.

Em suma…

As estimativas apontam para uma Black Friday 2020 de muitas vendas em e-commerce: prevê-se que a maioria dos consumidores antecipe ou atrase compras para coincidir com estas datas. [2]

Para estar preparado, existem 5 estratégias fundamentais a seguir – assumir que é impossível antecipar tudo e encontrar formas de acompanhar a concorrência durante a Black Friday, criar promoções direcionadas a artigos e segmentos de cliente chave, promover vendas cruzadas e up-selling, ajustar o preço ao stock e ajustar o PVP à política de entregas e devoluções.

O Pricebench, ferramenta de análise de preço, suporta a implementação destas estratégias para garantir uma Black Friday 2020 com vendas e rentabilidade.

Fontes:

  1. https://emarsys.com/es/learn/blog/las-20-tendencias-mas-destacadas-del-comercio-minorista-para-el-black-friday-de-2020/
  2. https://www.simon-kucher.com/en/blog/black-friday-discount-strategy-3-takeaways-retailers
  3. https://www.ekm.com/blog/small-business-black-friday-success/
  4. https://www.shopify.com/blog/bfcm-checklist
7 ferramentas indispensáveis para aumentar a sua taxa de conversão online

7 ferramentas indispensáveis para aumentar a sua taxa de conversão online

Nem só de grandes produtos se faz uma grande loja online. Estas são as 5 ferramentas indispensáveis para crescer de forma sustentada e aumentar a taxa de conversão.

  • Para crescer, as lojas online precisam de processos e ferramentas que simplifiquem a gestão do negócio e que automatizem muitos dos processos manuais;
  • Com tanta oferta no mercado é necessário escolher as ferramentas adequadas a cada fase de desenvolvimento;
  • Para além do Pricebench, que permite comparar preços com outras lojas online, reunimos outras 6 ferramentas essenciais para aumentar a taxa de conversão.

Do design à gestão de stocks, do marketing à análise da concorrência – a diversidade de ferramentas para otimização de e-commerce tem vindo a aumentar.

Muitas destas ferramentas podem ajudar a automatizar e simplificar tarefas, a reduzir o erro humano e extrair conclusões que antes eram difíceis de detetar. No entanto, para evitar perder o foco, é necessário filtrar as mais importantes para cada fase de desenvolvimento da loja online.

Para isso, reunimos uma lista de ferramentas essenciais para gestores de e-commerce que procuram soluções para escalar a sua loja online, mecanizar processos, otimizar para o crescimento, aumentar a taxa de conversão e ganhar tempo.

1. Email marketing: Mailchimp

  • Facilidade de utilização: Muito fácil
  • Facilidade de atuação com base nos inputs da ferramenta: Muito fácil
  • Impacto na taxa de conversão: Elevado

Segundo estudos recentes, cada euro investido em email marketing tem um retorno estimado de 38 € – o dobro de outros canais digitais [2]. O email marketing é uma forma rentável de interagir com os clientes e gerar vendas com custo de aquisição relativamente baixo.

Existem no mercado várias soluções pensadas para quem não tem conhecimento técnico (ou tempo para investir) em design ou programação. Entre a oferta disponível, o Mailchimp destaca-se como uma das opções mais versáteis – é possível desenhar, executar, analisar e medir facilmente campanhas de email marketing.

É possível utilizar o Mailchimp para:

  • Criar newsletters a partir de templates pré-definidos, acelerar o processo de desenho e eliminar a necessidade de programar
  • Acompanhar os contactos e leads automaticamente
  • Criar campanhas integradas com social media
  • Medir os resultados dos envios e receber sugestões sobre como melhorar o desempenho das campanhas seguintes

2. Publicidade online: Google Ads

  • Facilidade de utilização: Média
  • Facilidade de atuação com base nos inputs da ferramenta: Média
  • Impacto na taxa de conversão: Elevado

O Google Ads é a ferramenta de criação de anúncios da Google que o coloca no topo da lista de resultados deste motor de busca. Funciona com publicidade paga-por-clique (PPC), o que significa que só paga pelos clicks obtidos, até um valor limite previamente estabelecido.

O que torna o Google Ads diferenciador face à publicidade tradicional, é que é uma ferramenta para chegar a pessoas que estão ativamente à procura de uma solução para um problema específico.

Como os anúncios são apresentados em função do que cada pessoa pesquisa no Google, quando o anúncio é exibido há uma maior probabilidade de ajudar as pessoas o que procuram.

Com o Google Ads é possível:

  • Criar campanhas direcionadas a um público-alvo específico (segmentado por região geográfica ou idade, por exemplo)
  • Acompanhar e gerir o orçamento da campanha ao longo do tempo
  • Identificar os anúncios com melhores resultados e que geraram mais vendas

3. Análise de tráfego: Google Analytics

  • Facilidade de utilização: Muito fácil
  • Facilidade de atuação com base nos inputs da ferramenta: Média
  • Impacto na taxa de conversão: Elevado

Não se pode gerir o que não se mede. E em e-commerce, não se pode medir sem Google Analytics.

Para crescer, é preciso saber o que funciona. O Google Analytics pode ajudar a otimizar uma loja online ao responder a perguntas como: em que páginas é que os utilizadores passam mais tempo? Em que links clicam?

Agregando todos estes dados é possível extrair métricas fundamentais para uma estratégia de marketing digital como o nº de visitantes, nº de visualizações, taxa de conversão, tempo médio de sessão e percentagem de abandono – e acompanhar a evolução de cada indicador ao longo do tempo.

A análise destes KPI permite identificar problemas e reagir para potenciar aquilo que os utilizadores mais valorizam, com base em estatísticas de utilização real.

Adicionalmente, também é possível saber em que anúncios as pessoas clicam, de onde está a vir o tráfego para a loja (das redes sociais, dos anúncios em Google Ads  ou de sites parceiros, por exemplo), que páginas estão a gerar mais interação e para onde vão as pessoas depois de visitarem o seu site.

O Google Analytics é fácil de configurar, oferece uma versão gratuita e permite:

  • Extrair as métricas de utilização mais importantes sobre a sua loja online e acompanhar a evolução de cada indicador ao longo do tempo
  • Extrair conclusões com base em dados para otimizar os conteúdos disponíveis no site, os anúncios apresentados e a presença nas redes sociais e em sites parceiros.

4. Velocidade: Pingdom

  • Facilidade de utilização: Muito fácil
  • Facilidade de atuação com base na ferramenta: Média
  • Impacto na taxa de conversão: Médio

A velocidade da página é um fator de classificação do Google há vários anos e a tendência é que a sua importância para o posicionamento no ranking seja cada vez maior [4]

A Google privilegia as páginas que carregam mais depressa por considerar que assim respondem melhor às necessidades dos utilizadores.

Para avaliar (e depois otimizar) este fator, a ferramenta de teste de velocidade Pingdom, fornece várias pistas de como melhorar o tempo de resposta da sua loja online. A partir destas informações, pode tomar a sua loja online mais leve de diferentes formas:

  • Otimizar as imagens para visualização web
  • Reduzir a quantidade de imagens e vídeos por página
  • Diminuir a quantidade de informação a carregar em simultâneo

5. Verificação de links internos: Broken Link Checker

  • Facilidade de utilização: Muito fácil
  • Facilidade de atuação com base na ferramenta: Muito fácil
  • Impacto na taxa de conversão: Médio

Numa loja online, os links podem deixar de funcionar por várias razões: ou porque a equipa de e-commerce fez alterações, ou porque o link a uma página externa deixou de funcionar ou porque simplesmente o URL mudou.

Seja qual for o motivo, os links que não funcionam penalizam a pontuação do Google. [5]. Para evitar que isso aconteça, o Broken Link Checker é uma ferramenta de utilização simples que:

  • Identifica os links inativos – que foram removidos ou que já não funcionam
  • Sugere ações a tomar para corrigir estes erros

6. Integração de Apps: Zapier

  • Facilidade de utilização: Médio
  • Facilidade de atuação com base na ferramenta: Muito fácil
  • Impacto na taxa de conversão: Médio

A Zapier integra milhares de apps para criar fluxos de informação automatizados. É versátil, flexível e fácil de usar, o que a torna a ferramenta ideal para aumentar a eficiência da sua equipa.

Por exemplo, se receber uma nova encomenda no Shopify e quiser adicionar esses dados a uma folha de cálculo com o nome do cliente, e-mail e valor, pode criar essa ligação com alguns cliques.

Só necessita de fazer essa ligação uma vez, a partir daí o programa é executado automaticamente, o que lhe poupa tempo em tarefas administrativas.

A Zappier ganha mais impacto quando ligada a outras ferramentas. Por exemplo, pode ser programada para enviar um email via Mailchimp a quem abandona o carrinho de check-out na sua loja online.

Esta ferramenta permite:

  • Definir uma relação “causa-efeito” entre diferentes ferramentas como: “se receber uma encomenda (Shopify) então enviar um email de confirmação (Maichimp)”
  • Automatizar tarefas administrativas

7. Análise da concorrência: Pricebench

  • Facilidade de utilização: Muito fácil
  • Facilidade de atuação com base na ferramenta: Muito fácil
  • Impacto na taxa de conversão: Elevado

Os consumidores portugueses são hoje mais sensíveis ao preço do que nunca – em média, 97% dos compradores online verifica o preço em várias lojas online antes de comprar [6].

O Pricebench recolhe, processa e analisa os preços da concorrência. Desenvolvido e otimizado desde 2014 a pensar no e-commerce português, o PriceBench permite:

  • Acompanhar preços e promoções em tempo real de concorrentes selecionados em 14 categorias, de informática a vinhos
  • Reduzir o tempo de reação e manter o preço sempre competitivo.
  • Identificar produtos que os concorrentes vendem e não estão presentes na sua loja

As ferramentas digitais são uma parte fundamental do crescimento de qualquer loja online, se forem adequadas à fase que cada organização vive. Podem ajudá-lo a compreender o público alvo e a aumentar a taxa de conversão.

Fontes

  1. https://shanebarker.com/blog/best-email-marketing-tools/
  2. https://www.litmus.com/resources/state-of-email-analytics/
  3. https://www.litmus.com/blog/the-roi-for-email-marketing-the-good-news-and-the-bad-news/
  4. https://developers.google.com/web/updates/2018/07/search-ads-speed
  5. https://blog.hubspot.com/marketing/ecommerce-tools
  6. https://grandeconsumo.com/97-dos-consumidores-portugueses-comparam-precos-antes-de-comprar/
Marketing Mix: tudo sobre o Preço e outros Ps

Marketing Mix: tudo sobre o Preço e outros Ps

O Preço tem vindo a ganhar destaque no Marketing Mix de muitas organizações de e-commerce. Para além de responder às exigências imediatas de mercado, a gestão do Preço tem vantagens a longo prazo.

  • O Marketing Mix é composto por 4P – Produto, Preço, Promoção e, no caso do e-commerce, Posição na loja online
  • Com o aumento da pressão dos consumidores, o Preço tem vindo a ganhar destaque no Marketing Mix.
  • O Preço é a principal ‘alavanca’ de margem para os e-sellers. Uma alteração de preço de 1% pode ter um impacto em margem de até 6%.

A realidade do e-commerce está a mudar. Atualmente, os e-sellers deparam-se com um conjunto de necessidades dos clientes cada vez mais diversificado, diferentes canais digitais de consumo, oportunidades geradas pelo aumento de dados disponíveis, e a necessidade de recolher informação acionável para tomar decisões em tempo real.

Qualquer que seja o produto ou indústria, a maior parte das organizações que aposta em e-commerce, procura responder às questões: que produtos devo apresentar aos meus clientes, em cada momento? Em que local da loja online devem ser apresentados, com que destaque e, acima de tudo, com que preço?

O e-commerce Marketing Mix ou os 4Ps: Preço, Posição, Promoção e Produto

A resposta a estas perguntas é o chamado ‘Marketing Mix’ que, para uma loja online típica, é composto por 4‘P’: Preço, Posição (em inglês ‘place’), Promoção e Produto.

  • Produto: O produto refere-se ao bem ou serviço que a empresa oferece aos clientes.
  • Posição: é o ponto de venda digital. Refere-se ao local na loja online onde os produtos são disponibilizados.
  • Promoção: A promoção inclui o investimento em publicidade, relações públicas e estratégia promocional (‘dois-por-um’ ou percentual sobre preço base, por exemplo).
  • Preço: o P mais importante no Marketing Mix em e-commerce, dada a sensibilidade dos consumidores online em Portugal. Deve ser calculado em função dos custos fixos e variáveis, do preço da concorrência, dos objetivos da empresa e estratégia de posicionamento e do poder aquisitivo dos clientes

A importância do preço no Marketing Mix está a crescer por exigência dos consumidores

Os consumidores portugueses são sensíveis ao Preço: estima-se que mais de 90% dos consumidores portugueses compara preços antes de comprar [1]. Em e-commerce, o preço pesa hoje mais do que nunca.

Existem ainda outros fatores que destacam o preço como o ‘P’ mais importante do Marketing Mix:

  • Para 60% dos compradores online, o preço é o fator mais importante na decisão de compra. Em mercados emergentes, este valor é superior.
  • Mais de 90% dos consumidores comparam preços online antes de tomar uma decisão. Como consequência, o tempo por compra online ultrapassa os 10 minutos.
  • Cerca de 20% de todo o tráfego em lojas online provem de mecanismos de comparação de preços.
  • 67% dos consumidores afirmam que estariam disponíveis para comprar noutra loja online se lhes oferecessem preços inferiores. [2]

A sensibilidade dos consumidores portugueses ao preço tem vindo a aumentar. Neste contexto, é essencial que as organizações que apostam em e-commerce consiga alterar os preços de forma ágil, de acordo com as circunstâncias e, principalmente, com a concorrência.

Preço: o ‘P’ mais importante do Marketing Mix

Para as lojas online, o preço é o fator determinante no Marketing Mix. Apesar dos benefícios de gerir preço, muitas empresas ainda não o conseguem fazer, devido a um conjunto diversificado de fatores. Um estudo recente a 106 empresas identifica os principais obstáculos à utilização do preço para maximizar margens:

PRINCIPAIS OBSTÁCULOS A ALTERAÇÕES DE PREÇO (CADA EMPRESA ENTREVISTADA SELECIONOU O TOP 3) [3]

Estas são as principais barreiras percecionadas por muitos gestores de e-commerce. Mas os incentivos a ultrapassar estes obstáculos são substanciais. Para além da pressão imediata no preço colocada pelos consumidores, existem outros motivos pelos quais os e-sellers devem privilegiar a gestão do preço face a outros elementos do Marketing Mix, com benefícios a longo prazo:

O preço é o fator com maior impacto no lucro

Enquanto os outros ‘P’ são geradores de custos, o Preço define as receitas e, mais importante, a margem. Segundo um estudo da Mckinsey, uma alteração de preço de 1% tem um impacto de 6% em margem, o que torna o preço uma ‘alavanca’ de margem superior a qualquer redução de custos fixos ou variáveis [3]. Através dos preços, uma organização consegue suportar o custo dos outros ‘P’.

O preço define a primeira impressão

Em algumas categorias de produtos, o consumidor forma uma perceção sobre a qualidade e relevância do produto com base no preço

O preço é a variável mais flexível do Marketing Mix

Para as organizações que recolhem e analisam os dados da concorrência com o Pricebench, as mudanças de preços podem ser feitas em função das atividades de um concorrente. Em comparação, uma mudança num produto ou canal de distribuição pode levar meses e representar custos significativos. Da mesma forma, quaisquer decisões de promoção também exigirão custos adicionais. O preço é assim uma das variáveis mais flexíveis para os gestores de lojas online.

O preço determina a capacidade de crescimento

O preço de um produto online determina quanta margem esse artigo terá, e vai influenciar a capacidade da empresa para investir nos restantes ‘P’ do Marketing Mix – como desenvolvimento de produto, melhoria da capacidade de entrega e outros investimentos essenciais ao crescimento.

Como potenciar o Preço no Marketing Mix através dos dados da concorrência

Acompanhar os preços da concorrência é importante em qualquer setor. Em e-commerce é ainda mais essencial, com a capacidade que os consumidores têm para comparar preços com um clique e o peso que este fator tem na decisão de compra dos portugueses.

O primeiro passo para potenciar o Preço no Marketing Mix é ter acesso aos preços praticados pela concorrência.

Para esse efeito, o Pricebench recolha e organiza os preços praticados pela concorrência em produtos comparáveis (que partilham as mesmas características com os que estão à venda na sua loja online), de forma automática e visual.

Desta forma, o tempo da equipa comercial é investido na tomada de decisões tendo por base informação fiável, e não a recolher e a processar dados.

Para além do preço da concorrência, o PVP deve ainda depender de:

  • Quem são os clientes, qual o poder aquisitivo e sensibilidade ao preço;
  • O custo do seu produto ou serviço;
  • O posicionamento e estratégia da empresa – por exemplo, empresas novas, a entrar em novos mercados, ou com uma estratégia de conquista de quota de mercado podem optar por uma política de preços diferenciadora.

No contexto atual, o preço é um conceito fluído – os preços da concorrência mudam constantemente, e ser competitivo significa ter capacidade de reação em tempo real.

Com o Pricebench, pode automatizar a recolha e análise de preços da concorrência e poupar tempo. Sempre atualizado com os últimos preços e promoções da concorrência, o Pricebench permite avaliar o grau de competitividade da sua empresa e identificar os produtos em que deve ajustar os preços.

Fontes:

  1. https://grandeconsumo.com/97-dos-consumidores-portugueses-comparam-precos-antes-de-comprar/
  2. https://cedcommerce.com/blog/product-pricing-strategies-e-commerce/
  3. https://www.mckinsey.com/business-functions/marketing-and-sales/our-insights/pricing-the-next-frontier-of-value-creation-in-private-equity

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